ANR processa Keeta na Justiça contra compras sem autorização
A ANR acionou a Justiça contra a Keeta para suspender a inclusão de restaurantes no aplicativo sem autorização prévia por meio do modelo de compra intermediada.
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A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) protocolou uma ação civil pública na Justiça de São Paulo contra a Keeta, plataforma de delivery controlada pelo grupo chinês Meituan. A entidade exige a suspensão imediata e a proibição no país do formato chamado de "compra intermediada", aplicado em estabelecimentos que não autorizaram sua presença no catálogo.
Nesse modelo, o cardápio do restaurante é disponibilizado no aplicativo sem contrato prévio. Quando o consumidor faz a compra pelo app, um intermediário ou entregador comparece presencialmente ao balcão da loja, faz o pedido como um cliente comum, paga diretamente ao caixa e transporta o item até o destino final.
O presidente do conselho da ANR, Erik Momo, declarou que o método retira do comerciante a gestão de itens ativos, precificação e padrão logístico, podendo gerar concorrência desleal. Em resposta, a Keeta afirmou que o recurso foi criado em caráter experimental para contornar barreiras geradas por contratos de exclusividade no setor e assegurou que o procedimento cumpre as normas legais vigentes no país.
A disputa ocorre em um momento de expansão da Keeta no mercado brasileiro, iniciado em 2025, e coincide com investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre práticas anticoncorrenciais no segmento de entregas de refeições.
O que isso muda para a sua pizzaria: o seu cardápio pode estar sendo comercializado em plataformas digitais sem o seu consentimento, transformando compras de balcão em entregas terceirizadas. É fundamental monitorar retiradas atípicas na sua loja para evitar que produtos saiam sem as embalagens térmicas adequadas ou com preços defasados, o que compromete a temperatura da pizza e a reputação da sua marca perante o cliente final.
Fonte: g1.globo.com
